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terça-feira, 2 de julho de 2013

Ex-prefeitos e advogados são presos pela Polícia Federal de Montes Claros

José Benedito, de Janaúba e Warmilon Braga, de Pirapora, estão nas grades
Conforme a Assessora de Imprensa da Polícia Federal de Montes Claros, Gissele Niza, hoje de manhã foram cumpridos os mandados de prisões de: Warmilon Fonseca Braga, ex-prefeito de Pirapora e ex-presidente do Samu; José Benedito Nunes, ex-prefeito de Janaúba e de Sebastião Vieira Filho, ex-procurador da Prefeitura de Montes Claros.

Também foram presos os advogados: Robson Luiz Veloso e Antônio José Lima Oliveira, além da condução coercitiva de Farley Soares Menezes. 

O ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, estaria cercado desde o início da manhã por equipes da Polícia Federal e do FBI em um apartamento de sua propriedade em Miami, nos Estados Unidos. Informações não oficiais dão conta de que Tadeu já estaria preso.

A operação desarticulou uma organização que desviou mais de R$ 70 milhões em pelo menos 11 prefeituras do Norte de Minas. Conforme a PF, os recursos públicos também foram desviados nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Pará, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Maranhão e Bahia. Batizada de “Operação Violência Invisível”, as investigações apontaram fraudes em processos licitatórios destinados à aquisição de precatórios judiciais em mais de 100 cidades. A quadrilha formada por empresas, pessoas físicas, servidores públicos e ex-prefeitos, fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações a uma das empresas integrantes da organização. Essa empresa vencia as licitações com o compromisso de fazer a compensação entre precatórios judiciais e as dívidas das prefeituras, sob o argumento de uma economia de até 30% sobre os valores devidos ao INSS, prática proibida expressamente pela lei.

Os municípios mineiros que sofreram com a ação do grupo foram: Águas Vermelhas, Capelinha, Caratinga, Ipatinga, Itambacuri, Janaúba, Montes Claros, Pirapora, Rio Pardo de Minas, Várzea da Palma, Varzelândia, além do Consórcio intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (CISRUN). 

A lista com os nomes de outros municípios que surgiram durante as investigações bem como as provas colhidas serão compartilhadas com a Receita Federal do Brasil, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Tribunais de Contas dos Estados lesados, Receitas Estaduais, Polícias Civis e Ministério Público Federal, a fim de subsidiar os eventuais procedimentos administrativos, inquéritos e investigações, com a finalidade de se promover a recuperação do dinheiro público desviado.

Um comentário:

  1. quem sabe se retorna alguma verba desviada para os cofre do município,de Pirapora, porque nao sobrou nada ainda para o atual prefeito de Pirapora, que era cumpris da administração anterior,com grande participação na gatunagem,mais a PRF ja pode se ir preparando para nova visitas em Pirapora para a atual administração que esta na mesma balada do ex prefeito anterior;

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