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terça-feira, 23 de julho de 2013

Polícia Federal mira ex-prefeitos

Ex-prefeitos corruptos podem receber visita indesejável a qualquer momento

NORTE DE MINAS – A Polícia Federal dessa região está na cola dos ex-prefeitos suspeitos de corrupção. Uma série de investigações está em andamento e muitos ex-prefeitos estão perdendo o sono, pois podem receber a ‘visitinha’ dos federais a qualquer momento. A lista de prisões decretadas continua aumentando. Primeiro foi o ex-prefeito de Santa Cruz de Salinas, Albertino Teixeira. Dias depois, mais três pedidos de prisões, decretados pela 1ª Vara da Justiça Federal de Montes Claros: Warmillon Fonseca Braga (DEM), ex-prefeito de Pirapora; José Benedito (PT), ex-prefeito de Janaúba e Tadeu Leite, ex-prefeito de Montes Claros.

Os ex-prefeitos são acusados de formar uma quadrilha que desviava recursos públicos por intermédio da negociação fraudulenta de precatórios falsos, usados para a compensação tributária de dívidas dos municípios com a União. O esquema teria causado danos aos cofres públicos de mais de R$ 70 milhões e existe a suspeita que a quadrilha atuou em cerca de 100 municípios.

Além dos ex-prefeitos, outras cinco pessoas foram presas na ‘Operação Violência Invisível’, entre elas o empresário Mateus Roberte Carias, do Espírito Santo, apontado como mentor do esquema.

Conforme Dr. Marcelo de Freitas, o ex-prefeito Tadeu Leite não foi para as grades porque estaria para os Estados Unidos, sob alegação de tratamento médico, mas foi considerado foragido.

Esquema – De acordo com a Polícia Federal, a empresa ‘Digicorp Consutoria e Sistemas Ltda’ oferecia às prefeituras títulos de crédito com o governo federal para serem usados na compensação tributária de débitos com a União. Os papéis eram oferecidos com desconto de 30% e adquiridos por licitações, que seriam direcionadas para a empresa capixaba, do empresário Mateus Carias. “Só que os títulos eram falsos e a legislação proíbe a compensação tributária pelos municípios com o uso de créditos de terceiros”, informou o delegado.

Além de Montes Claros, Pirapora e Janaúba, a quadrilha atuou, conforme a PF, em Águas Vermelhas, Capelinha Caratinga, Ipatinga, Itambacuri, Janaúba, Montes Claros, Pirapora, Rio Pardo de Minas, Várzea da Palma e Varzelândia.

A empresa Digicorp tinha como lobista Marcos Vinicius da Silva, o Marquinhos, assessor parlamentar do deputado federal Ademir Camilo (PDT), lotado na Câmara dos Deputados desde 2010 e que, segundo a PF, oferecia o “negócio” para os prefeitos. O advogado Farley Soares Menezes, que presta serviços de assessoria jurídica para vários municípios do Norte de Minas, também prestou depoimento na Polícia Federal.

Os envolvidos irão responder por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e fraude nas licitações.

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