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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cachaças de Salinas recebem Selo de Identificação Geográfica

SALINAS – A Associação dos Produtores Artesanais da Cachaça dessa cidade (APACS), comemora o lançamento do Selo de Origem e Identificação Geográfica, emitido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O Selo foi lançado durante a solenidade de abertura do XII Festival Mundial da Cachaça, realizado em Salinas entre os dias 12 e 14 de julho, com exposições de 65 estandes e divulgação de 50 rótulos.

Toda a fama da bebida salinense, reunida numa combinação de fatores, como clima e solo propícios para plantação da cana de açúcar, resultou na conquista do Selo de Indicação Geográfica, cujo processo de identificação e cadastramento dos produtores será iniciado. “O Selo preserva a autentica cachaça de qualidade da região de Salinas. É um Selo de autenticidade”, resume Nivaldo das Neves, presidente da APACS.

Na região de Salinas, conforme a Emater, existem 56 marcas de cachaças, que geram 1.120 empregos diretos e indiretos. Apenas em Salinas, 20 produtores têm alambiques próprios e existem também oito estandartizadoras e engarrafadoras que compram a cachaça de pequenos produtores e colocam a própria marca.

Para o gerente regional da Emater, Reginaldo Ângelo de Souza, que vem acompanhando o processo da Indicação Geográfica há mais de dois anos, “o Selo agrega valor à bebida e representa ganhos tanto para o consumidor, quanto para o produtor, pois dá a segurança de um produto único de uma região, tendo a garantia de paladar, cheiro e modo de fabricação”. "Os produtores ganham mais com o que produzem, melhorando a própria qualidade de vida e dos que participam da cadeia produtiva, como os agricultores familiares fornecedores da cana de açúcar e da mão de obra”, destaca Reginaldo.

Certificação – O Campus do IFNMG de Salinas, juntamente com a Unimontes, fará as análises das cachaças que receberão o Selo de Indicação Geográfica, permitindo que a produção da bebida seja considerada tecnologicamente homogênea, controlando a qualidade e a padronização do produto.

O Campus Salinas já possui laboratórios e profissionais para desenvolver as tarefas de avaliação da conformidade, segundo requisitos estabelecidos com vistas a propiciar o desenvolvimento de tecnologia para aperfeiçoar e controlar a qualidade e padronização da bebida por meio do aprimoramento fisico-quimico e sensorial. “Com a padronização das cachaças, vamos poder atingir, com facilidade, os mercados internacionais”, afirmou a diretora do Campus Salinas, professora Maria Araci Magalhães.

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