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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

PM de São João apreende frota de veículos clonados

Veículos apreendidos foram levados para o pátio credenciado do Detran
Após quatro dias de operações, a Polícia Militar de São João do Paraíso apreendeu 13 veículos clonados, sendo que 10 são do mesmo suspeito, identificado por Carlos Alberto Rocha, de 47 anos, que também é acusado de utilizar parte dos veículos para ganhar licitações de transporte escolar no município. Conforme a PM, foram apreendidos com Carlos Alberto oito vans escolares, uma motocicleta BMW e uma Toyota SW4. Ainda conforme a polícia, cinco vans foram encontradas em uma garagem localizada na Rua Floresta, utilizada pela empresa do suspeito. Outras duas estavam realizando transporte escolar na zona rural.

Dentre os veículos apreendidos, dois (a motocicleta e uma van) ainda não estavam com a numeração do chassi alterada, mas já tinham placas de outros veículos com as mesmas características em situação legal, ficando constatada a origem criminosa.

A ocorrência policial relata que Carlos Alberto venceu o processo licitatório 002/2017 para duas linhas de transporte de estudantes. A empresa possui ainda, conforme a ocorrência da PM, uma terceira linha contratada pela Prefeitura de São João do Paraíso através de dispensa de licitação. A documentação da prefeitura foi juntada à ocorrência.

Outros materiais apreendidos na casa do suspeito
De acordo a ocorrência policial, outros veículos apresentavam “clonagem” mais complexa, tendo sido alterada a numeração do chassi e, em alguns casos, até suprimida a numeração do motor. Haviam três veículos com mesmos sinais   identificadores, ou seja: a mesma placa e chassi. As outras três apreensões ocorreu durante a operação e foram feitas devido infrações de trânsito e irregularidades na documentação.

A maioria dos veículos, mesmo clonados, apresentava CRLV em nome do suspeito ou da empresa dele. Além dos veículos apreendidos, os militares encontraram na casa e na garagem de Carlos Alberto, diversos materiais e documentos que indicam crimes de adulteração de sinal identificador e ainda crimes contra a economia popular, já que o popular Beto é conhecido como agiota na cidade. Os cheques apreendidos somam mais de R$ 500 mil.

Também foram apreendidas notas promissórias que somam R$ 43 mil, uma farda do Exército Brasileiro, joias e diversos documentos. O suspeito não foi encontrado pela PM. Em junho de 2016, segundo a PM, ele havia sido preso pelo cometimento dos mesmos crimes. 
Suspeito tinha uma farda do Exército em sua residência

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