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quinta-feira, 9 de março de 2017

Há um debate a ser enfrentado independentemente de preferências político-partidárias

*Por Aécio Neves
Há semanas, fiz um alerta para a atualidade de um antigo debate: o da verdade contra a mentira. Infelizmente, hoje, tudo se embaralha. E perde-se a noção de onde terminam os fatos e começam as versões que não guardam qualquer parentesco com a realidade.

Meu nome esteve em evidência nos últimos dias associado aos depoimentos de executivos da Odebrecht ao TSE.

As afirmações de Marcelo Odebrecht, de que as doações feitas à minha campanha em 2014 foram legais, foram ignoradas. Da declaração dele, de que eu teria solicitado apoio de R$ 15 milhões e que esse apoio não foi efetivado, foi divulgada apenas a primeira parte.

Em depoimento também ao TSE, o executivo Benedicto Júnior disse que eu teria solicitado apoio para candidatos de Minas. E que esse apoio teria sido feito via caixa dois. Ele não disse que eu teria feito pedido de caixa dois. Ainda assim, foi essa falsa versão que ganhou o noticiário.

Não se trata mais de vazamentos seletivos, mas de vazamentos fraudados.

Pelo sistema que vigorou até 2014, era responsabilidade dos partidos buscar recursos junto a empresas para financiar suas campanhas. Essa era a lei.

Qualquer solicitação de apoio que, como presidente do PSDB, eu possa eventualmente ter feito em favor de candidatos, terá sempre sido na forma legal. Não ofereci em troca benesses de um poder que eu nem sequer tinha.

Há meses, vazamentos condenáveis estão sendo usados para tentar igualar delações, muitas vezes apenas de ouvir falar, a comprovados esquemas bilionários de corrupção. Será justo que o "ouvi falar", a ausência de provas, justifiquem o mesmo tratamento de denúncias comprovadas? Será que ser equilibrado é tratar da mesma forma situações completamente diferentes?

Continuo defendendo firmemente o prosseguimento das investigações e reitero minha confiança de que as instituições irão apurar a verdade e separar joio de trigo.

O PSDB estará pronto para, sempre que necessário, responder às acusações de que é alvo, na certeza de que elas não irão prosperar após o severo exame da Justiça.

Mas cabe aqui a analogia do arqueiro: a flecha atirada não volta para o arco. No seu rastro, o que fica é a reputação comprometida e o questionamento da opinião pública.

Para todos que exercem a vida pública, dois juízos são igualmente importantes: o da Justiça e o da população. Ser absolvido no primeiro, após ter sido apressadamente condenado no segundo, não fará justiça. Esse é um debate que precisa ser enfrentado, independentemente de preferências político-partidárias ou mesmo pessoais.

O direito de defesa não pode ser reduzido à retórica inócua ou a um detalhe secundário em uma sociedade que se pretenda democrática.

*Aécio Neves é Senador da República

10 comentários:

  1. Agora começou a chiar. Para atacar os outros é bom!

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  2. Aecio acabou com a educação mineira. Péssima administração.

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  3. Olha... Postando ao menos uma nota do Aécio... Vivemos tempos diferentes por aqui em Alex....

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  4. Aécio foi um bom governador de Minas, Minas teve muitos avanços, inclusive na educação, contrariando as falácias do Sind ute manipulador dos professores a fazer política pro PT. O Brasil estaria melhor com Aécio do que ficou com Dilma. Mas 2018 pra presidente é a vez de Jair Bolsonaro.

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    1. Me faz rir...Seu coitado vai morer sem ao menos se aposentar graças ao queridinho ai

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  5. Petista doente falando que Aécio acabou com a educação, e Pimentel dividindo o salário dos professores, petista além de burro é cego.

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  6. Só pode ser petista cego e no cabresto pra falar que Aécio acabou com a educação mineira, olhe o que Pimentel está fazendo com o estado, problema no Brasil que quem elege não é quem lê o jornal mais quem limpa com o mesmo.

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    1. Foram mais de 12 anos de governo e Taiobeiras ainda mendiga água de Salinas e São João em época de seca, e a barragem de Berizal só elegendo inúteis corruptos...Prá cabar, né!!!

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    2. Pimentel, A PROMESSA!
      Bom, acredito que Pimentel era uma promessa para Minas, não pelo partido e sim pela sua administração anterior ao governo que foi excepcional.
      Mas, convenhamos que o Pimentel foi coagido pelo atual governo, além disso, na minha humilde opinião, acredito que houve um pacto entre eles, tipo: "Eu não mexo com você e nem você comigo", então ele, a esposa e os familiares seguem sem ataques e Minas que se dane!
      “Políticos” “partidos” - eu não defendo nenhum, são todos corruptos, egoístas, pensam somente no que os favorecem e não estão nem ai para o pais, estado, cidade e etc... Defendo a ideia de derrubar todos esses salafrários que estão no governo desde a década de 80, só revezando o poder e enquanto isso, segue o Brasil real morrendo aos poucos na periferia da sociedade que os poderosos não enxergam!

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