Deputado Arlen Santiago lidera mobilização por reajuste da Tabela do SUS
![]() |
| Presidentes de comissões de saúde de oito estados e do Distrito Federal assinaram ofício ao Ministério da Saúde pedindo recomposição dos valores pagos pelo sistema público. |
O
deputado estadual Arlen Santiago promoveu nesta segunda (10/03) um encontro
nacional na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, que
reuniu presidentes de Comissões de Saúde de Assembleias Legislativas de
diferentes estados para discutir os principais desafios do sistema público de
saúde no país. O encontro resultou na assinatura de um ofício conjunto que será
encaminhado ao Ministério da Saúde e à Secretaria-Geral da Presidência da
República solicitando o reajuste da Tabela de Procedimentos do Sistema Único de
Saúde (SUS).
O
documento aponta o subfinanciamento como o principal problema enfrentado
atualmente pelo sistema público de saúde. Os parlamentares defendem a
recomposição urgente dos valores pagos pelo SUS a hospitais, clínicas e
profissionais de saúde, argumentando que a defasagem compromete o funcionamento
da rede assistencial em todo o país.
Segundo
o deputado Arlen Santiago, a mobilização busca chamar atenção para a
necessidade de fortalecer o financiamento do sistema público de saúde.
“Estamos
falando de uma tabela que, em muitos casos, está praticamente congelada há
quase duas décadas. Não é possível manter a qualidade do atendimento e a
sustentabilidade de hospitais e santas casas com valores tão defasados. A
atualização da Tabela do SUS é fundamental para garantir atendimento digno à
população”, afirmou o deputado.
Durante
o encontro, cada deputado teve a oportunidade de apresentar um balanço das
ações desenvolvidas em suas respectivas comissões, relatar experiências
bem-sucedidas e destacar os principais desafios enfrentados pelos estados na
gestão da saúde pública. Apesar das realidades regionais distintas, houve
consenso entre os parlamentares de que a atualização da tabela é uma medida
fundamental para garantir sustentabilidade financeira ao sistema.
A
Tabela SUS define quanto o sistema público paga por procedimentos médicos e
hospitalares. Muitos desses valores, porém, permanecem praticamente inalterados
há quase duas décadas. Um dos exemplos citados pelos parlamentares é o valor da
consulta médica ambulatorial, que permanece em torno de R$ 10 desde um período
em que o salário-mínimo era de R$ 380.
Segundo
os deputados, essa defasagem impacta diretamente o funcionamento de hospitais
públicos, instituições filantrópicas e santas casas, além de contribuir para o
aumento das filas para cirurgias e exames e para a dificuldade de manter
especialistas em áreas estratégicas.
O
documento direcionado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, solicita a
adoção de medidas emergenciais, entre elas um reajuste imediato da Tabela SUS,
a criação de um mecanismo permanente de atualização dos valores e a abertura de
uma mesa técnica de diálogo com representantes dos estados e municípios.
Além
do parlamentar mineiro, estiveram presentes os presidentes das comissões de
saúde: Bruno da Costa Resende (Espírito Santo), Jorge Viana de Souza (Distrito
Federal), Francisco Cláudio Linhares de Sá Filho (Roraima), Luís Eduardo
Schincáglia (Rondônia), Bruna Dias Furlan Vicente (São Paulo), Neodi Saretta
(Santa Catarina) e Lidiane Lucena (Sergipe).
O
evento também contou com a participação do defensor público Sérgio Muniz Neves,
coordenador do Núcleo de Saúde da Defensoria Pública em Porto Velho (RO), que
contribuiu com reflexões sobre a judicialização da saúde.
O
documento assinado em Belo Horizonte será encaminhado ao governo federal como
posicionamento conjunto das comissões de saúde dos estados, defendendo uma
recomposição urgente do financiamento do sistema público de saúde brasileiro.

Comentários
Postar um comentário