Operação contra ‘máfia do carvão’ cumpre 25 mandados e bloqueia R$ 50 milhões
![]() |
| Empresários de Taiobeiras são investigados por lavagem de dinheiro, crimes ambientais e falsificação de documentos, tudo envolvendo carvão vegetal. |
A
Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça (17/03) a operação Kodama, cujo
objetivo era cumprir 25 mandados de busca e apreensão em Taiobeiras e outras nove
cidades da região, dentre elas: Águas Vermelhas, Indaiabira, Rio
Pardo de Minas e Santo Antônio do Retiro.
O
foco da máfia se concentra em Taiobeiras, onde foram cumpridas nove das 25 ordens
judiciais. A Polícia Civil informou também que os principais alvos do esquema
também são de Taiobeiras, mas existem ramificações no Distrito Federal e em
Sergipe.
As
investigações se iniciaram no ano de 2023, quando uma empresa de siderurgia foi
autuada por receptar carvão de mata nativa, sem o devido licenciamento
ambiental. A máfia vinha utilizando documentos de controle ambiental falsos para
acobertar a comercialização de carvão de mata nativa ou de florestas de
eucalipto irregulares.
A
organização criminosa já estava recebendo até dinheiro de investidores
estrangeiros, que colocavam aportes em empresas da região para emissão de notas
fiscais, obtenção de créditos florestais e emissão de guias de controle
ambiental.
A
polícia agora apura a existência de uma organização estruturada, composta por
pessoas físicas e jurídicas atuantes em toda a cadeia produtiva do carvão
vegetal, incluindo setores florestais, de transporte e siderúrgico. A
estratégia da máfia era misturar o carvão legal com irregular, utilizando a
guia de controle ambiental para transporte e comercialização, tudo por meio de empresas
de fachada e ‘laranjas’.
O
esquema investigado causou significativos danos ambientais. Em uma das áreas
fiscalizadas, foram identificados quase 9 mil metros cúbicos de carvão vegetal
acobertados por documentação irregular, equivalentes a aproximadamente R$ 3,4
milhões em produto.
A
operação desta terça cumpriu mandados contra 24 alvos, alguns deles foram
presos, inclusive empresários de Taiobeiras. Foram feitas restrições judicial em
veículos avaliados em mais de R$ 10 milhões e os bloqueios de ativos
financeiros chegam à R$ 50 milhões. Agora, os investigados poderão responder
pelos crimes de lavagem de capitais, associação criminosa e crimes ambientais
correlatos.

No perfil do instagram do Folha Regional você encontra comentários até defendendo os possíveis envolvidos nesses esquemas, principalmente comentários de taiobeirenses, apesar de a operação ter sido em outros municípios da região. Verdadeiro sepulcro caiado. Sua piscina tá cheia de ratos e suas ideias não correspondem aos fatos, Taiobela!
ResponderExcluirTaiobeiras também fez parte da operação. Teve busca e apreensão dentro da cidade também.
Excluir