Erro clássico: pequenos negócios usam conta pessoal para pagar despesas da empresa
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| Separação entre finanças pessoais e empresariais segue como desafio no controle financeiro das pequenas empresas. |
O
Sebrae revela que a separação entre finanças pessoais e empresariais ainda não
é uma prática consolidada entre os pequenos negócios. De acordo com o
levantamento “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, mais de seis em cada
dez empreendedores utilizam a conta bancária pessoal para arcar com despesas da
empresa, prática que evidencia fragilidades na organização financeira desses
negócios.
O
estudo aponta que esse comportamento pouco evoluiu nos últimos anos. Atualmente,
cerca de 60% dos entrevistados declararam realizar pagamentos empresariais com
recursos da conta pessoal, mesmo com o fácil acesso a soluções financeiras
específicas para empresas, a informalidade no controle financeiro permanece
como um desafio recorrente.
Especialistas
apontam que a separação entre as finanças é um ponto essencial para a saúde do
negócio. O ideal é que haja uma separação da conta pessoal da conta do
negócio para que todas as receitas e despesas do negócio possam ser
contabilizadas sem serem contaminadas por movimentos de ordem pessoal.
Os
dados do levantamento mostram que o uso da conta pessoal tende a diminuir
conforme aumenta o porte da empresa, o que sugere maior nível de formalização e
estrutura contábil nos negócios de médio porte. Ainda assim, a prática é significativa
em todos os segmentos analisados.
O
estudo também analisou como os pequenos empreendedores realizam o controle
financeiro das empresas. Segundo os dados, metade dos donos de pequenos
negócios ainda possui uma gestão considerada precária. Apenas 30% utilizam
planilhas no computador para acompanhar receitas e despesas.
Outros
25% fazem esse controle por meio de anotações em caderno, enquanto 20% recorrem
a aplicativos ou sistemas digitais. Há ainda 13% que delegam essa tarefa
ao contador, e 10% afirmam não manter qualquer tipo de controle
financeiro. Um pequeno grupo, de 3%, não soube ou não respondeu.
O
levantamento reforça, ainda mais, o papel estratégico da contabilidade e
da educação financeira na profissionalização dos pequenos negócios,
especialmente em um cenário de maior exigência por transparência, organização e
sustentabilidade financeira.


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