Norte de Minas já tem 40 mil poços artesianos

Estima-se que 2/3 dos poços perfurados na região sejam clandestinos
Com o agravamento do período de seca, a alternativa das propriedades rurais é a perfuração de poço artesiano. Com isso, o Norte de Minas já tem aproximadamente 40 mil poços perfurados, sendo que 2/3 deles são clandestinos e a principal consequência é que está sendo extraída muita água subterrânea.

O alerta é de Leonardo de Almeida,  coordenador de Água Subterrânea da Agencia Nacional de Águas (ANA).  Ele apresentou os Estudos Hidrogeológicos na região, apontando que a água de superfície está exaurida no Norte de Minas.

Importantes rios da região acabaram por completo. Com isso, a solução passou a ser as águas subterrâneas, que esbarra na exploração excessiva e sem limites. Os números podem ser pior, pois outros estudos estimam-se que, em média, a cada poço cadastrados existam três poços clandestinos.

O sinal de alerta está ligado. Se persistir a atual situação, o aquífero suportará apenas mais 10 anos de extração”, disse Leonardo de Almeida.

Comentários

  1. Que venha logo a chuva, em abundâcia, ou nosso futuro fica comprometido! ÁGUA É VIDA, gente! Vamos preservar!

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  2. Os rios do norte de minas e vale do jequitunhonha ja estao quase mortos pir conta do desmatamento e monocultura do eucalipto.Ha um estudo que diz que essas regioes vao no futuro se tornar um deserto.Ou acabamos com a monocultura fo eucalipto e reflorestamos o cerrado ou entao nao teremos mais agua nem para beber.Fica ai a dica!

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  3. Do geito que esse povo e vai agora e quebrar o possos Arteziano do povo que eles so sabe falar mas tomar providências nada e so fazer barragens

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  4. Vamos elencar os fatos:
    1) A maior conivência é das empresas perfuradoras, que nunca foram punidas e trabalham tranquilamente perfurando poços clandestinos. Tá na hora de suspender uns Registros no CREA de geólogos que assinam por essas empresas, a fim de coibir a prática, além de apreensão de equipamentos que estão perfurando ilegalmente;
    2) Arcaísmo para se obter uma Autorização de Perfuração junto às SUPRAMs, que leva de 6 meses a 5 anos para ser emitida. Quem quer perfurar tem pressa, o sistema poderia ser online, o que causaria um cadastro de locais novos de poços e consequente fiscalização;
    3) Concorrência desleal entre empresas perfuradoras pois, como a demanda por perfuração é alta, os preços também são altos, estimulando que aventureiros também perfurem e, as empresas que poderiam promover a regularização preferem perfurar também clandestinamente para obter a venda mais rápida;
    4) Desde 2015 há uma legislação que obriga a colocação de horímetro, hidrômetro, piezômetro e torneira para análise de água. Embora o horímetro e o hidrômetro sejam importantes, a obrigação de monitoramento mensal dos níveis dinâmico e estático só vai gerar reserva de mercado para algumas pessoas (leia-se geólogo e engenheiro de minas) e onerar drasticamente o produtor rural, sem utilidade prática para o meio ambiente;
    5) O Estado avançou um pouco, ao criar o sistema online de obtenção de Uso Insignificante de Água, todavia, poços perfurados após 2010 precisam de Teste de Bombeamento com ART para tal. Quem tem competência para fazer esses testes (empresas perfuradoras e seus responsáveis técnicos) preferem prestar o serviço de perfuração clandestina, que rende muito mais (R$ 1.500 x R$ 20.000).

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