IFNMG de Salinas recebe sequenciador genético

Instituto também se prepara para ser Centro de Genômica e Bioinformática de Arboviroses.

O Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) - Campus Salinas recebeu um sequenciador genético – equipamento capaz de “ler” o DNA e o RNA de diferentes organismos. Pesquisadores do Instituto René Rachou (Fiocruz-Minas) e da Fundação Ezequiel Dias (Funed) fizeram treinamento da equipe do IFNMG, integrada por servidores e estudantes, para usar a tecnologia inédita na região.

Essas ações fazem parte da Rede Unificada de Análises Integradas de Arbovírus de Minas Gerais (Rede UAI-Arbo), financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), e são etapas de um projeto desenvolvido pelo IFNMG em parceria com Funed, Fiocruz, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

O projeto tem por objetivo estabelecer três novos Centros de Genômica e Bioinformática de Arboviroses em Minas Gerais, no IFNMG, na Ufop e na UFVJM. O propósito desses centros será fornecer suporte às atividades de vigilância genômica e análises em tempo real de arboviroses emergentes e reemergentes no estado. A previsão de conclusão do projeto é em 2027.

As arboviroses são um grupo de doenças virais transmitidas principalmente por artrópodes, como os mosquitos. A esse grupo, pertencem doenças que são velhas conhecidas da população brasileira, como dengue, zika e chikungunya e febre amarela.

MinION – O sequenciador genético que o Campus Salinas recebeu é o MinION, um equipamento portátil, do tamanho de um estojo de óculos. “Ele funciona conectando-se a um computador poderoso por USB e, em poucas horas, consegue revelar informações genéticas que antes só podiam ser obtidas em grandes laboratórios, com máquinas caras e pesadas”, conta o professor Filipe Vieira Santos de Abreu, coordenador da Rede UAI-Arbo no IFNMG.

Segundo o professor, a partir das informações genéticas geradas nas análises, será possível identificar as rotas de disseminação viral, ou seja, de onde os vírus vieram carreados por humanos e mosquitos, e para onde podem ir. Além disso, é possível identificar mutações e variantes que poderiam impactar a velocidade de dispersão dos vírus e a eficiência das vacinas, por exemplo. “Esse tipo de variação só pode ser vista pelo sequenciamento genético”, pontua o professor, ressaltando que o sequenciamento genético é uma importante contribuição para a vigilância epidemiológica.

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